Marcelo Teixeira afirma que o clube está adotando medidas para cumprir a legislação, enquanto avalia os impactos jurídicos e financeiros da suspensão do patrocínio.
O Santos suspendeu temporariamente a exposição da marca Novibet, patrocinadora máster do clube, após a publicação da Medida Provisória nº 1.394, que estabelece restrições à publicidade das empresas de apostas esportivas. A decisão foi explicada pelo presidente Marcelo Teixeira, que se manifestou nas redes sociais. Segundo o dirigente, a diretoria está acompanhando os desdobramentos da medida em Brasília e avaliando os efeitos da nova legislação sobre o contrato firmado com a empresa. O mandatário ressaltou que o clube pretende cumprir as determinações legais, mas também considera os compromissos comerciais já assumidos. Com a suspensão, a marca Novibet deixa temporariamente de aparecer no uniforme santista e nas ações publicitárias do clube. O nome da patrocinadora também será retirado de iniciativas como a Santos TV, que voltará a utilizar apenas sua denominação original. A estratégia é manter o contrato suspenso, em vez de encerrá-lo definitivamente, enquanto não houver uma definição sobre a validade da medida provisória e seus efeitos. Dessa forma, o Santos e a empresa preservam a possibilidade de retomar a parceria caso o cenário jurídico permita. Marcelo Teixeira também informou que representantes do clube estão participando de reuniões em São Paulo e Brasília para discutir os impactos da decisão no futebol brasileiro. Santos busca alternativas comerciais Enquanto aguarda uma definição, a diretoria santista trabalha na busca por novos patrocinadores pontuais, como alternativa para minimizar os possíveis prejuízos financeiros provocados pela suspensão da parceria. Anunciada em fevereiro de 2026, a Novibet assinou contrato com o Santos até 2028. O acordo prevê o pagamento de R$ 35 milhões anuais, além de valores adicionais vinculados ao cumprimento de metas. A indefinição sobre o futuro das empresas de apostas no país coloca o clube diante de um desafio comercial. A diretoria, por enquanto, mantém a cautela e aguarda os próximos passos da discussão legislativa antes de tomar uma decisão definitiva sobre o contrato.